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OUTUBRO ROSA 2023

  • Foto do escritor: jornalchurchillnew
    jornalchurchillnew
  • 31 de out. de 2023
  • 3 min de leitura

Outubro rosa: a prevenção é o melhor cuidado!


Todos sabemos que o mês de outubro é mundialmente conhecido pela prevenção contra o câncer de mama que não foi exatamente instituído por uma pessoa. No fim do século XX, alguns estados americanos promoviam ações isoladas de conscientização sobre a doença. Aos poucos, as iniciativas foram amplificadas e ganharam visibilidade até o Congresso Americano oficializar outubro como o mês nacional de prevenção ao câncer de mama, um ato tão importante que reflete até os dias de hoje na sociedade brasileira.



Logo abaixo uma entrevista sobre o tema!


“Se for para ser uma coisa pequena, vai ser. E se for para enfrentar um desafio maior, eu vou ter que enfrentar”


Com a campanha do outubro rosa a equipe Churchill News entrevistou uma mulher que já passou por essa situação de cabeça erguida e venceu o câncer de mama.

A professora Adriana Devito, da escola Winston Churchill, relata sua experiência com a doença e aconselha as mulheres a se prevenirem.


Churchill News: Adriana, você sempre fez os exames necessários para a prevenção contra a doença?


Adriana: Sim, é importantíssimo fazer a prevenção, e eu sempre fiz a mamografia. Mas o meu médico não achava necessário a ultrassom. A última mamografia que fiz foi em novembro de 2019 e, em abril de 2020, ou seja, menos de seis meses, eu já descobri um caroço com o teste que fazemos em casa.


Churchill News: E depois? Como foi descobrir que era um tumor maligno?


Adriana: Na verdade, não imaginamos que fosse um tumor, porque pensei: “eu sempre fiz todos os exames”. Mas na verdade era. Eu comecei a fazer os exames em abril e, em setembro, com as biópsias, descobrimos que era um carcinoma grande que não foi descoberto pela mamografia por causa da minha mama ser muito densa, apesar de pequena e devido a isso, não foi perceptível só com a mamografia. Então uma das recomendações que eu dou é que vá ao médico e exija um ultrassom, porque pelo ultrassom eu já teria descoberto antes.


Churchill News: Qual foi o procedimento feito pelos médicos?


Adriana: No meu caso, devido ao tamanho do nódulo, eu tive que fazer uma mastectomia para retirar a mama toda e precisei fazer quimioterapia e radioterapia por causa disso meus cabelos caíram.


Churchill News: E como foi passar por essa situação?


Adriana: Quando eu descobri, fiquei um pouco abalada, mas eu me apeguei a Deus. Então eu pensei: “Se for para ser uma coisa pequena, vai ser. E se for para enfrentar um desafio maior, eu vou ter que enfrentar”. Então, não me preocupei. Até porque junto comigo estavam três amigas que tiveram o câncer e nós passamos o processo juntas. Mas para cada uma foi de um jeito. Uma tirou as duas mamas, outra tirou só uma parte. Eu tirei uma mama só. Com isso a gente se ajudava. E eu tenho outras três amigas que já tinham passado por isso e estão super bem.


Churchill News: Teve algum momento de maior tensão na sua trajetória?


Adriana: Em momento algum eu achei que não iria dar certo. Eu comecei meu tratamento em setembro de 2020, que foi justamente na pandemia. E em maio de 2021 eu já estava dando aula novamente e havia terminado tudo.


Churchill News: Como foi sua a recuperação?


Adriana: O meu organismo aceitou as quimioterapias que eu precisei fazer. Então, a recuperação foi boa, muito fácil. Mas o processo foi complicado, porque a hora que você começa a ver que seu cabelo começa a cair e aí você fala: “Bom, tá acontecendo mesmo”.


Churchill News: O que você falaria para quem está passando pela doença?


Adriana: É complicado, mas é confiar, não se vitimizar, porque cada pessoa passa o seu perrengue na vida e é encarar aquilo que veio para você e não ficar daquele jeito: “Por que comigo?” Por que não comigo? Comigo também pode acontecer. Como acontece com muita gente coisas boas e coisas ruins. A questão é como você enfrenta.


“Neste outubro Rosa, é bom lembrar que a prevenção para o câncer de mama é um dever de todos nós! Informe-se, previna-se. O diagnóstico precoce pode salvar vidas!”







Entrevistadora: Kamilla Ferrari

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